quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tá decidido!

Eu quero estar presente
Por aqui, com vocês
Ando querendo ser eu!



*Mari Moura

sábado, 19 de setembro de 2009

Guardo meus segredos numa caixinha, bem escondida
Tenho medo de revelá-los a alguém que pode desaparecer
Levando partículas da minha vida, sem ter o minímo de cuidado
Meus sentimentos são sagrados, já nem sei dosá-los
Tudo aqui transborda, mas sinto-me pequena.

Sem mim, sem eles, sem mais.


*Mari Moura

sábado, 12 de setembro de 2009

Aos montes!

Há amor de sobra

Persisto!

Em mim, ontem e agora

Insisto!

Renascendo a cada dia...

Nos caminhos

Presente!

Nas pessoas

Encontro!

O amor é que guia.


sábado, 15 de agosto de 2009

Abecedário

Vejo-me muito em A, às vezes sonho com M, me comovo com os delírios de G, gargalho com as piadas de L, lamento a falta de P, prefiro estar ao lado de J, já nem me lembro do rosto de C, calo-me com as histórias de R, rodopio ao avistar D, dou o meu melhor para F, falo de tudo com I, invento um mundo ao lado de B. Batizei-me.


E continuarei alfabetizando o meu Ser.

*Mari Moura

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sensação




Já consigo ver minhas veias
Pulsando por todo o corpo...
Mas vendo-as, me dá uma emoção incomum
Já sinto um arrepio que sobe pelos pés e vai até a nuca
Dos pés até a nuca
Dos pés até a nuca
E volta...
Da nuca até os pés
Da nuca até os pés


Meu senhor, isso é vontade de viver
Vejo milhões de cores, luzes
Os sons, os sons se multiplicaram na minha mente
Mas eu estou parada, intacta
Com os pés fincados no chão
E as veias pulsam
Pulsam de tal maneira, que parece que vou voar


Sim, eu acho que tenho asas
São novas, pequenas e frágeis
Mas eu as tenho, são minhas! Só minhas.
O vento sopra suave.... vai e vem
Vai e vem


Moça, acho que minha alma quer passear
Passar pelo mundo e voltar...
Passar e voltar
E quando ela vai?
*Texto e Foto: Mari Moura

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O ar fúnebre atravessava as ruas ao seu encontro, um clima incomum, já percebeu o estômago embrulhado. Sentia de longe as lamentações alheias, os olhos inchados e calejados, resultado de uma noite mal dormida.

As lágrimas...

O pesar de seus amores próximos, o soluçar daquela mulher amada.
O céu está de morte e o pôr-do-sol passou despercebido, ficou mínimo perto da fatalidade.

A menina é sensível, só de ver pingos de sofrimento se comove, e ao se colocar naquele lugar, em tal situação, não se segura, uma dor lhe invade a alma, quer abraçar o mundo e nunca mais largar. E estranhamente... Chora!


Não pelo que se foi, se afunda na tristeza pelo que ficou.

*Texto e Foto: Mari Moura